Meu Vizinho Errou o Apartamento – e Acertou em Mim

Eu nunca fui do tipo que acredita em coincidências. Até aquela terça-feira de verão, quando o ar-condicionado quebrou e o destino resolveu brincar comigo. Eram quase 23h quando ouvi a batida na porta. Três toques firmes, seguidos de uma voz rouca: — Ana, abre. Esqueci minha chave. Ana era minha vizinha do 302. Eu, do 301. E aquele homem… bem, ele claramente não sabia disso. Abri a porta só o suficiente para ver quem era. Alto, olhos escuros, camisa aberta no peito. Ele congelou quando me viu — e eu congelei quando senti o cheiro dele: uísque e algo mais, algo que fez meu pescoço arrepiar. — Você não é a Ana, disse ele, os olhos escorrendo pelo meu corpo como mel quente. — Não, sorri, segurando a porta. Mas quem sabe eu não posso ajudar?

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