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Elevador Proibido

O ELEVADOR (Quando o acaso nos coloca exatamente onde o desejo já nos havia posicionado) Meus saltos cravaram o mármore do saguão com um ritmo que denunciava a pressa. O eco desapareceu quando vi ele ali - Diego, dedos inquietos sobre os botões metálicos, o relógio de pulso marcando 22:47 como um lembrete de que já era tarde para fingir que não notara seu olhar semanas antes. O elevador chegou com um tilintar mecânico. Entrei primeiro, consciente demais do espaço que ocupava atrás de mim. Quando as portas se fecharam, o reflexo no espelho me mostrou o que meu corpo já sabia: estávamos presos numa gaiola de tensão elétrica. Então as luzes se apagaram. Na escuridão, percebi três coisas numa fração de segundo: Seu perfume agora envolvia meu pescoço Meu vestido colava nas costas Alguém estava ofegando - e não sabia se era eu ou ele "Você conta os segundos", sua voz veio de algum lugar perto da minha nuca, "ou já desistiu de fingir que isso não ia acont...

Meu Vizinho Errou o Apartamento – e Acertou em Mim

Eu nunca fui do tipo que acredita em coincidências. Até aquela terça-feira de verão, quando o ar-condicionado quebrou e o destino resolveu brincar comigo. Eram quase 23h quando ouvi a batida na porta. Três toques firmes, seguidos de uma voz rouca: — Ana, abre. Esqueci minha chave. Ana era minha vizinha do 302. Eu, do 301. E aquele homem… bem, ele claramente não sabia disso. Abri a porta só o suficiente para ver quem era. Alto, olhos escuros, camisa aberta no peito. Ele congelou quando me viu — e eu congelei quando senti o cheiro dele: uísque e algo mais, algo que fez meu pescoço arrepiar. — Você não é a Ana, disse ele, os olhos escorrendo pelo meu corpo como mel quente. — Não, sorri, segurando a porta. Mas quem sabe eu não posso ajudar?